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16 de novembro de 2014

Esquisitices Quânticas Podem Ser Resultado de Interação Entre Mundos Paralelos



Um físico químico da Universidade de Tecnologia do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveu uma nova teoria da mecânica quântica que não apenas presume a existência de mundos paralelos, mas também que a sua interação mútua é o que dá origem a todos os efeitos quânticos observados na natureza.

A teoria, publicada pela primeira vez pelo professor Bill Poirier há quatro anos, tem atraído recentemente a atenção da comunidade da física fundamental, o que o levou a ser convidado a fazer um comentário na revista de “Physical Review X”.

15 de outubro de 2013

Cientistas Reproduzem o "Sabre de Luz" de "Guerra nas Estrelas"


De acordo com notícias vindas da Universidade de Harvard e MIT, enquanto um grupo de físicos estavam ‘brincando’ com lasers e fótons, descobriram que quando disparavam múltiplos fótons através de um grupo de átomos rubicon, as partículas se agruparam para criar um novo tipo de molécula que se comportava como um sabre de luz, daqueles usados por Luke Skywalker e Darth Vader no filme ‘Guerra nas Estrelas’.

Este efeito é conhecido em termos científicos como a obstrução Rydberg, onde uma única partícula ‘excitada’ prevê a excitação de outras partículas vizinhas a um grau maior do que a si mesma.  Quando este efeito ocorre em um grupo de átomos, é criado um efeito conflitante, o qual cria novas moléculas e as une.

Os cientistas que descobriram este efeito foram os professores de física Mikhail Lukin, da Havard e Vladan Vuletic da MIT.

“Não é uma analogia inapropriada comparar isto com sabres de luz“, disse Lukin em uma liberação de imprensa. “Quando estes fótons interagem entre si, eles estão empurrando e desviando uns dos outros.  A física do que está ocorrendo com estas moléculas é similar ao que vemos nos filmes.”

Os cientistas pretendem utilizar a nova forma de matéria para ajudar a construir computadores quânticos avançados, mas o potencial existe e podemos agora justificadamente adicionar os ‘sabres de luz’ à lista de tecnologias do estilo ‘Guerra nas Estrelas’ que conseguimos duplicar .

Os filmes icônicos têm inspirado uma geração de cientistas a irem com ousadia onde nenhum cientista foi antes. A ficção científica está rapidamente se tornando realidade…

"…A raça humana tem feito saltos tecnológicos tão grandes nas últimas décadas, que é difícil acreditar que não estamos tendo algum auxílio de outros locais na galáxia.  Seja qual for a razão para nossos avanços espetaculares, devemos sempre nos manter humildes para não nos tornamos vítimas de nosso próprio sucesso científico…"

Fonte: ovnihoje.com

28 de junho de 2013

E se você levasse um soco do Superman?


Se desejar, ative a legenda do vídeo (em inglês) e clique em “Traduzir”.

O que aconteceria se o Superman, o personagem fictício que pode levantar 200 quintilhões de toneladas com uma mão, lhe socasse na vida real?

Os poderes do Homem de Aço da DC Comics dependem apenas dos roteiristas e do que eles querem que o herói seja capaz de fazer.Mesmo assim, quem nunca imaginou o que aconteceria se uma criatura ilimitadamente poderosa dessas existisse de verdade no planeta?

A resposta é: se a versão extremamente forte de Clark Kent realmente vivesse aqui, e resolvesse dar um soco em um ser humano normal, a pessoa seria liquefeita, conforme explicam os autores do canal do YouTube Vsauce3.


A física do soco

O mais recente jogo de luta envolvendo o Superman chama-se “Injustice: Gods Among Us”. Nesta versão do Homem de Aço, ele consegue socar um inimigo até a estratosfera. Este é o modelo que usaremos para explicar o que aconteceria se ele socasse um reles ser humano real.

Levando em conta que teoricamente nada que tenha massa pode viajar mais rápido que a luz, vamos calcular que o Superman é 1% mais lento que a velocidade de 299.792.458 m/s da luz. Ou seja, ele viaja a 296.794.533 m/s.

Se o punho do super-herói tem uma massa média de 300 gramas e se move a 99% da velocidade da luz, então tem uma energia total de cerca de 190.000.000.000.000.000 joules, o que equivalente a 45 megatoneladas de TNT ou cerca de 2.800 vezes mais poder do que o liberado pela bomba nuclear que atingiu Hiroshima.

Um único soco com esse poder queimaria 45.400.000.000.000 calorias, ou 82 milhões de Big Macs. E seria muito quente. Muito mesmo, já que a energia sendo liberada teria 80.000.000.000.000 Kelvin, ou seria cinco milhões de vezes mais quente que o núcleo do sol.

É preciso um centisegundo (um centésimo de segundo) para a luz que atinge sua retina ser processada pelo cérebro. Como o soco viaja quase a velocidade da luz, levaria apenas 3,4 nanossegundos para o punho do Superman te acertar – e você literalmente não veria o que está acontecendo.

Da perspectiva do punho do Superman, no entanto, já que ele se move 296 milhões de metros por segundo, o tempo estaria praticamente congelado. As partículas que estão no ar, como oxigênio e nitrogênio, estariam apenas suspensas no tempo. A mão do herói estaria as acertando com tanta energia que criaria fusão nuclear. Raios gama explodiriam a cada colisão, criando uma superexplosão que o universo nunca viu. Uma bola de fogo gigante cercaria a região, e uma onda despedaçaria janelas, estruturas e qualquer outra coisa no seu caminho.

O Superman não apenas lhe lançaria para longe – ele literalmente despedaçaria os átomos que lhe compõe. Com tal energia, o soco do herói é mais poderoso que o acelerador de partículas Jefferson Labs Particle Accelerator (Virginia, EUA). Seus átomos seriam completamente desintegrados. Ou seja, você iria se liquefazer em um nível atômico.

Você se transformaria em partículas fundamentais como plasma quark-glúon, que foi criado logo após o Big Bang. E, com tanta energia, novas partículas e antipartículas iriam se formar. Essa é a única boa notícia de ser socado pelo Superman: da sua destruição, algo novo, talvez algo completamente novo para a ciência, poderia ser criado.

Por fim, para que você visualize o estrago que tal soco faria, vale mencionar que, ao menor contato com o punho do Homem do Aço, a explosão seria grande o suficiente para deixar uma cratera de um quilômetro de raio, com 221 metros de profundidade.

http://hypescience.com

8 de maio de 2013

Projeto HAARP - Futuro da comunicação ou arma de destruição em massa?



Em 1993, começou a funcionar no Alasca (Estados Unidos) o HAARP, um projeto de estudos sobre a ionosfera terrestre. O HAARP, que significa “Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência”, visa a compreender melhor o funcionamento das transmissões de ondas de rádio na faixa da ionosfera, parte superior da atmosfera.

Segundo relatos oficiais, o projeto tem como objetivo principal ampliar o conhecimento obtido até hoje, sobre as propriedades físicas e elétricas da ionosfera terrestre. Com isso, seria possível melhorar o funcionamento de vários sistemas de comunicação e navegação, tanto civis quanto militares (o que gera desconfiança em grande parte dos conhecedores do HAARP).

Para realizar estes estudos, as antenas de alta frequência do HAARP enviam ondas para a ionosfera visando a aquecê-la. Assim são estudados os efeitos das mais diversas interações de temperaturas e condições de pressão.


Por que no Alasca?

A criação das instalações foi possível graças a uma parceria entre a Força Aérea Americana, A Marinha dos Estados Unidos e também da Universidade do Alasca. Esta última foi escolhida a dedo, graças à localização: a ionosfera sobre o Alasca é pouco estável, o que garante uma maior gama de condições para os estudos.

Outro fator que pendeu para que os pesquisadores escolhessem o Alasca é a ausência de grandes cidades nas proximidades. Assim, não há ruídos na captura de imagens e sinais, pois os sensores ficam localizados ao alto de algumas montanhas.  Também há informações de que este local sofreria o menor impacto ambiental entre as áreas candidatas a receber o HAARP.


Ionosfera: Íons e mais íons

Esta faixa recebe este nome porque é bastante ionizada, ou seja, perde e ganha elétrons com facilidade, o que a deixa em constante carregamento elétrico. O grande agente ionizador da ionosfera é o sol, que irradia muita carga na direção da Terra, mas meteoritos e raios cósmicos também influenciam bastante na presença dos íons.

                  
A densidade dos íons livres é variável e apresenta alterações de acordo com vários padrões temporais, hora do dia e estação do ano são os principais pontos de variação da ionosfera. Outro fenômeno interessante acontece a cada 11 anos, quando a densidade dos elétrons e a composição da ionosfera mudam drasticamente e acabam bloqueando qualquer comunicação em alta frequência.

Há frequências de ondas que são, quase, completamente refletidas pela ionosfera quando aquecida pelas antenas HAARP. Os pesquisadores do HAARP pretendem provar que essa reflexão pode ser utilizada como um satélite para enviar informações entre localidades, facilitando as comunicações e também a navegação, melhorando os dispositivos GPS utilizados atualmente.

O problema é que ainda não se conhecem as reais propriedades da reflexão ionosférica. Além disso, há o fato de as propriedades da ionosfera se modificarem durante a noite, por exemplo, quando a altitude dela aumenta e as densidades ficam mais baixas. Essas variações tornam difícil uma padronização para o envio de ondas, independente do comprimento delas.


HAARP: Um novo modo de estudo

Há várias formas de estudo das faixas da atmosfera terrestre. Para as camadas mais baixas, até mesmo balões podem ser utilizados para capturar dados sobre diferenças nas condições naturais. A camada de ozônio, por exemplo, é verificada com balões meteorológicos que realizam medições das taxas de radiação que ultrapassam pela atmosfera.

Por ficar muito mais acima, balões meteorológicos e satélites não podem ser utilizados para realizar medições e análises sobre a ionosfera. Por isso o HAARP é tão importante, já que utiliza a maneira mais eficiente de contatar o setor: antenas de emissão de ondas de frequência altíssima.

              

Os resultados são utilizados para entender como o sol influencia no sinal de rádio em diversas faixas de frequência. Utiliza-se também um “Aquecedor Ionosférico”, conhecido como “Instrumento de Investigação Ionosférica”, ele transmite frequências altas para modificar a ionosfera e entender os processos produzidos em sua composição.

As antenas do Instrumento de Investigação emitem sinais para altitudes entre 100 e 350 Km. Outros aparelhos do mesmo projeto são responsáveis pela recepção dos sinais, interpretando-os e permitindo a criação de relatórios sobre a dinâmica do plasma ionosférico e também sobre a interação entre o planeta e o sol.


Aquecendo a ionosfera: riscos?

O HAARP não é o único aquecedor ionosférico do planeta. Há também um localizado na Noruega e outro na Rússia. Todos eles realizam o mesmo processo: utilizam antenas de alta frequência para aquecer a ionosfera e criar uma aurora artificial.

                           

Essa aurora artificial é muito aquecida, o que pode gerar elevação nas temperaturas em determinadas localidades do planeta. Em uma espécie de efeito estufa ionosférico, locais abaixo da ionosfera atingida pelas antenas do HAARP podem ter suas temperaturas elevadas em alguns graus centígrados.


O outro lado da moeda: As conspirações

Assim como boa parte de tudo o que é produzido sob tutela de alguma das forças armadas norte-americanas, o HAARP também gera uma série de desconfianças por parte das mentes mais conspiratórias. Ameaça global ou apenas melhorias nas tecnologias de comunicação? Confira as teorias de conspiração que envolvem este projeto.


Arma geofísica: a denúncia russa

E nem todas estas teorias surgem de movimentos independentes. A prova disso aconteceu em 2002, quando o parlamento russo apresentou ao então presidente Vladimir Putin (imagem ao lado) documentos que afirmavam veementemente que os Estados Unidos estariam produzindo um novo aparelho, capaz de interferir em todo o planeta, a partir de pontos isolados.


O relatório dizia que o HAARP seria uma nova transição na indústria bélica, que já passou pelas fases de armas brancas, armas de fogo, armas nucleareas, armas biológicas e chegaria então ao patamar de armas geofísicas. Segundo estas teorias, seria possível controlar placas tectônicas, temperatura atmosférica e até mesmo o nível de radiação que passa pela camada de ozônio.

Todas estas possibilidades podem gerar uma série de problemas para as populações atingidas. Atingindo países inteiros, desastres naturais podem minar economias, dizimar concentrações populacionais e gerar instabilidade e insegurança em toda a Terra.


Terremoto no Haiti

Quais seriam os efeitos dos controles de frequência sobre as placas tectônicas? Segundo a imprensa venezuelana a resposta é: terremoto. O jornal “Vive” afirma que teve acesso a documentos que comprovam a utilização do HAARP para manipular a geofísica caribenha e ocasionar os terremotos do Haiti, que causaram a morte de mais de 100 mil pessoas.

Caso esteja se perguntando os motivos para a escolha de um país tão pobre, as teorias conspiratórias também possuem a resposta para esta pergunta. Os Estados Unidos precisavam de um local para testar o potencial de sua nova arma. Os testes oceânicos não davam informações suficientes e atacar os inimigos no oriente médio seria suicídio comercial.

Afinal de contas, terremotos poderiam destruir poços de petróleo muito valiosos. Assim, o governo norte-americano viu no Haiti, um país já devastado, o perfeito alvo para seus testes. Sem potencial econômico e sem possuir desavenças com outros países, dificilmente haveria uma crise diplomática com a destruição do Haiti.


Bloqueio militar

Outra teoria bastante defendida diz que os Estados Unidos poderiam causar um completo bloqueio militar a todas as outras nações do mundo. Causando interferências nas ondas habituais, impedindo que qualquer frequência seja refletida pela atmosfera e até mesmo que dispositivos de localização possam ser utilizados.


Para isso, a defesa norte-americana só precisaria aquecer a ionosfera com seus aquecedores HAARP. Com a potencia correta, todo o planeta ficaria em uma completa escuridão geográfica. Então, apenas quem possui o controle do aquecedor ionosférico poderia ter acesso aos dados de localização e navegação de seus veículos militares.

Também se fala em mapeamentos de todo o planeta em pouco minutos, pois as ondas de frequências extremas poderiam criar relatórios completos de tudo o que existe na superfície terrestre. Elementos vivos ou não, tudo poderia ser rastreado pelas ondas do HAARP. Pelo menos é o que dizem as teorias conspiratórias.


Controle mental

Existem ondas de rádio em diversas frequências, por mais que não sintonizemos nossos rádios para captá-las, elas estão no ar. O som também é emitido em frequências e há amplitudes delas que os ouvidos humanos não são capazes de captar, mas isso não quer dizer que elas não existam. Somando estes dois pontos, temos mais uma teoria conspiratória.

                              

Utilizando uma mescla de ondas de rádio com frequência sonora, os Estados Unidos poderiam manipular a mente coletiva para que algum ideal fosse defendido ou algum governo rival fosse atacado. Enviando as informações para toda a população em frequências que não poderiam ser captadas por aparelhos, não demoraria para que a “lavagem cerebral” estivesse concluída.

Há quem diga que este tipo de manipulação será utilizado em breve no Irã. O governo atual não é favorável às políticas norte-americanas, portanto seria vantajoso que o povo se rebelasse contra os seus líderes. Mensagens antigoverno seriam incutidas na mente do povo iraniano com o auxílio das antenas HAARP.


Pura ficção?

No desenho G.I. Joe: Resolute, o programa HAARP é capturado por vilões que desejam transformar o potencial do projeto em uma arma de destruição em massa. Além dos danos que citamos nas teorias conspiratórias, nesta história as antenas transformavam-se também em canhões de energia.

Enviando enormes quantidades de energia para a ionosfera, que refletia toda a energia, os vilões poderiam acabar com qualquer lugar do planeta, apenas mirando e concentrando o poder energético das antenas de frequências altíssimas localizadas no Alasca.

Quando se fala no mundo real, tudo o que se tem de concreto sobre o HAARP é que estudos são feitos constantemente sobre a ionosfera terrestre para que ela possa ser transformada em uma antena de transmissão de informações, beneficiando as comunicações e sistemas de navegação.

Mas será que é somente para isso que os investimentos bilionários do governo norte-americano estão sendo utilizados? Nunca foram revelados dados concretos sobre o dinheiro empregado no projeto, mas há especulações de que mais de 200 milhões de dólares sejam gastos por ano com as antenas do HAARP.



E você, o que pensa sobre tudo isso? Será mesmo que as intenções do governo americano são baseadas nos estudos dos benefícios da ionosfera para as comunicações ou isso é apenas álibi para pesquisas sobre armas geofísicas? Deixe um comentário contando o que pensa sobre o verdadeiro objetivo desse misterioso projeto.

Fonte: Tecmundo

4 de maio de 2013

Os Buracos de Minhoca

 

Buracos de minhoca, também chamados de pontes de Einstein-Rosen, seriam estruturas poderiam viajar para muitos anos-luz da Terra em apenas uma fração da quantidade de tempo que seria necessária com os métodos convencionais de viagens espaciais e até mesmo mais rápido que a velocidade da luz!

Os buracos de minhoca são considerados perfeitamente possíveis pela teoria da relatividade de Einstein, que afirma que qualquer corpo massivo curva o espaço-tempo. Supondo que o espaço é um plano bidimensional curvado, os buracos de minhoca seriam formados por dois corpos massivos que aplicam força suficiente no espaço-tempo para criar um túnel que conecta pontos distantes do universo.

                               

Neste exemplo, o espaço é visualizado como um plano bidimensional, em vez das quatro dimensões que na verdade constituem o espaço-tempo. Imagine que este lençol esteja dobrado, deixando um espaço entre as partes de cima e de baixo. Colocar a bola de beisebol no lado de cima fará com que uma curvatura se forme. Se uma massa igual fosse colocada na parte de baixo do lençol, em um ponto correspondente ao ocupado pela bola de beisebol na parte de cima, eventualmente a segunda massa encontraria a bola de beisebol. É mais ou menos assim que os buracos de minhoca podem se formar.

No espaço, as massas que fazem pressão em diferentes partes do universo poderiam eventualmente formar um túnel, isto é, um buraco de minhoca. Poderíamos viajar da Terra para outra galáxia e voltar relativamente rápido. Por exemplo, vamos imaginar um roteiro em que quiséssemos viajar para Sírius, uma estrela vista na constelação do Cão Maior logo abaixo de Órion. Sírius está a cerca de 9 anos-luz da Terra, o que equivale a aproximadamente 90 trilhões de quilômetros. Obviamente, esta distância seria muito grande para que os viajantes espaciais a percorressem e voltassem a tempo de nos contar o que eles viram por lá. Até agora, o mais distante que as pessoas já viajaram no espaço foi até a Lua, que está a cerca de 400 mil km da Terra. Se pudéssemos encontrar um buraco de minhoca que nos conectasse no espaço ao redor de Sírio, poderíamos poupar um tempo considerável, evitando os trilhões de quilômetros que teríamos de percorrer com a viagem espacial tradicional.

Por enquanto, os buracos de minhoca  estão apenas nos livros de teoria: ninguém nunca detectou um e nem tampouco existe um projeto para construir um deles.

E não é por acaso: a mesma teoria que garante que eles são possíveis afirma que eles são intrinsecamente instáveis, e costumam se fechar antes que você embarque em sua nave espacial.

A única saída é alimentá-los com uma forma exótica de matéria com energia negativa, algo cuja existência é posta em dúvida por muitos físicos.

A tal da matéria com energia negativa seria necessária porque essa matéria teria uma espécie de anti-gravidade, o que seria necessário para que o buraco de minhoca abrisse sua boca e nos deixasse passar.

Embora a teoria de Einstein tenha resistido a todos os testes feitos até agora, os cientistas acreditam que ela talvez seja uma aproximação de uma teoria mais geral, por duas razões: a primeira é que ela não se coaduna com a mecânica quântica, e esta tampouco cede a todos os experimentos possíveis. E, segundo, porque a teoria de Einstein colapsa no centro de um buraco negro, na chamada singularidade.


Buraco de minhoca factível

Um físico grego e dois alemães demonstraram que pode ser possível construir um buraco de minhoca sem usar nem um só saco desse cimento esquisito chamado matéria com energia negativa.



"Você não vai precisar nem mesmo de matéria normal, com energia positiva," garante Burkhard Kleihaus, da Universidade de Oldemburgo, na Alemanha. "Buracos de minhoca podem ser mantidos aberto sem precisar de nada."

Se isto estiver correto, significa então que pode ser possível encontrar buracos de minhoca pelo espaço. Civilizações mais avançadas do que a nossa já podem até mesmo estar indo para lá e para cá nesse metrô galáctico construído com buracos de minhoca.

E, eventualmente, até mesmo poderemos construir nossos próprios túneis espaçotemporais, como portais para outras paragens, o que inclui, muito provavelmente, outros universos, com suas próprias galáxias, estrelas e planetas.


Veja abaixo um vídeo sobre o assunto:

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