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2 de abril de 2014

THOTH


Os antigos egípcios tinham a mais elevada veneração por Thoth, que para eles era o Deus criador desde que trouxera para a Terra o uso da escrita hieroglífica, da alquimia, da matemática, da arquitetura, da medicina, da magia, da alquimia, enfim a base de todas as ciências que levaram os egípcios a um altíssimo nível de conhecimento. Segundo Platão foi Hermes (Thoth) o pai da geometria, revelador do uso dos números, da geometria, astronomia e as letras. Deixou mais de dois mil livros escritos, quase todos destruídos quando do incêndio da Biblioteca de Alexandria.

Thoth compreendia todos os mistérios da mente humana, pelo que há no “Livro dos Mortos” do Egito ele representa o advogado da humanidade. Em muitas pinturas é representado Anúbis ao lado da balança na qual era pesada a alma do morto ante o tribunal do julgamento, onde ele aparece diante da balança na qual era pesado o coração do morto. De um lado, num dos pratos da balança, era posto uma pena simbolizando a verdade, e do outro lado o Ab simbolizando o coração do morto. Cabia a Thot examinar a mente e determinar a dignidade do morto. No grande tribunal está Thot de pé diante da balança do julgamento dos homens penetrando na mente para julgar os sentimentos e propósitos. O escriba que nas gravuras está representado na presença de Osíris diante do julgamento das almas. Egípcios antigos acreditavam que antes do morto entrar no Além, primeiramente o coração dele deveria ser pesado na presença de Osíris. No mínimo o coração do morto deveria ter o peso de uma pena. O escriba Thot anotava criteriosamente o resultado de cada julgamento, assinalando se aquele que estava sendo pesado havia ou não se conduzido bem, se tivera uma vida digna e honrada. Por isto os egípcios diziam que Thot era o escriba confidencial do deus Osíris, o secretário de todos os deuses e fora ele quem trouxera para a Terra, entre inúmeras outras coisas, a música, assim como a instituição de um calendário anual constante de 365 dias, semelhante ao que somente muito depois foi oficializado e é utilizado na atualidade.

20 de agosto de 2013

Huitzilopochtli - Deus Asteca da Guerra, das Tempestades e do Sol

     

Huitzilopochtli (traduzido por Beija-flor Azul ou Beija-flor Canhoto ou ainda Beija-flor do Sul) era o deus do Estado, das tempestades, do sol e da guerra asteca. Era o padroeiro da cidade de Tenochtitlán, capital da confederação asteca. Este deus asteca era filho de Coatlicue (“a da saia de serpente”). Suas irmãs eram Coyolxauhqui e Malinalxochitl, uma feiticeira bonita, que também era sua rival. Seu mensageiro ou imitador foi Paynal.

Em um dos mitos da criação gravados, Huitzilopochtli é um dos quatro filhos de Ometeotl, e ele fez o primeiro fogo a partir do qual Quetzacoatl criou metade do sol.

Este deus costuma ser representado todo de azul, todo armado, com penas de colibri na perna esquerda, um rosto negro, e segurando um cetro em forma de uma serpente e um espelho. Também a águia da coragem o personifica.

Eram, principalmente os prisioneiros de guerra que se aproveitavam para sacrificar ao deus.

Segundo Sahagún, Huitzilopochtli era um guerreiro robusto, forte e um grande destruidor de cidades e homens. Nas guerras ele era como “fogo vivo”, e temido pelos adversários. Seu emblema era de uma “cabeça de dragão que vomitou fogo de sua boca” (xiuhcoatl). Ele também pode se transformar em diferentes aves e animais.

Seu nascimento é relatado da seguinte forma: Coatlicue estava executando trabalhos sagrados na Montanha da Serpente, perto da cidade de Tula, e quando lhe caiu uma bola de plumas de tentilhão em cima, fazendo com que ela engravidasse. A sua filha Coyolxauhqui e os seus outros quatrocentos filhos (os chamados Centzon- Huitznauhas) revoltaram-se por ela ter engravidado de forma tão vergonhosa e decidiram reunir um exército para combatê-la. Mas Huitzipochtli tomou conhecimento do plano ainda no ventre enasceu do ventre de sua mãe totalmente crescido e armado dos pés à cabeça com uma armadura azul. Atacou a sua irmã com um cetro ardente em forma de serpente, cortando-a em pedaços e matou os irmãos restantes. Ele jogou a cabeça de sua irmã para o céu, onde se tornou a lua, de modo que sua mãe estaria confortado em ver sua filha no céu todas as noites. Ele jogou os outros irmãos e irmãs para o céu, onde se tornaram as estrelas. Foi desta maneira que se tornou o chefe dos astecas e lhes forneceu uma série de sinais que indicariam o sítio em que deviam fundar a sua cidade.

                                   

Tenochtitlán a capital do império tem sua origem diretamente ligada ao culto de Huitzilopochtli. De acordo com o Codex Aubin, os astecas veio originalmente de um lugar chamado Aztlan. Eles viviam sob o governo de uma elite poderosa chamada a “Azteca Chicomoztoca”. Huitzilopochtli ordenou a abandonar Aztlan e encontrar um novo lar. Ele também ordenou que eles não se chamassem mais “Asteca”, em vez disso eles devem ser chamados “Mexica”. Huitzilopochtli os guiou durante a jornada. Por um tempo, Huitzilopochtli deixou a cargo de sua irmã, Malinalxochitl, que, segundo a lenda, fundada Malinalco, mas os astecas se ressentiam sua decisão e chamou de volta Huitzilopochtli. Ele colocou sua irmã para dormir e ordenou que os astecas deixassem o local. Quando ela acordou e percebeu que ela estava sozinha, ela tornou-se irritada e desejou se vingar. Ela deu à luz um filho chamado Copil. Quando ele cresceu, ele enfrentou Huitzilpochtli, que teve que matá-lo. Huitzilopochtli então pegou seu coração e jogou no meio do lago Texcoco. Muitos anos depois, Huitzilopochtli ordenou que os astecas procurassem o coração de Copil e construissem sua cidade sobre ele. O sinal seria uma águia empoleirada num cacto, comendo uma serpente. Os astecas finalmente encontraram a águia, que se inclinou para eles, e eles construíram um templo no lugar, que se tornou Tenochtitlan (que significa “Local do fruto do Cacto”). Existem versões diferentes deste encontro.

Huitzilopochtli era uma divindade totalmente asteca sem nenhuma conexão com outra civilização mesoamericana diferentemente de outros deuses do panteão asteca. E era o principal deus cultuado na capital do império Tenochtitlán. Comumente representado com seus membros pintados de azul com penas de beija-flor em sua perna esquerda além de uma lança cerimonial. A guerra e a morte estão bem entrelaçadas em suas manifestações rituais. 

Os beija-flores, na cultura asteca e a ele associado em seu nome, eram considerados como sendo a alma de guerreiros perecidos que acompanhavam o Sol (Huitzilopochtli) em sua ronda diária pelo céu. O mito não deixa totalmente esclarecido se Huitzilopochtli foi um herói factualmente existente e posteriormente transformado em uma divindade ou se foi concebido como tal no panteão asteca, acredita-se que ele tenha iniciado a migração realizada pelos ancestrais do que depois seriam chamados de astecas em direção ao Lago Texcoco no século XII e as lendas em torno de nascimento apenas reforçam o que seria na verdade a transformação de um homem em divindade. Durante a migração rumo ao Lago Texcoco onde o império asteca de fato se estabeleceria uma figura de Huitzilopochtli foi conduzida por quatro sumo-sacerdotes onde segundo o mito teria feito promessas de vitórias em batalhas e conquistas sobre outros povos, consolidando seu caráter guerreiro.

Fonte: AhDuvido

25 de abril de 2013

Tezcatlipoca- Deus Asteca, Senhor do Fogo e da Morte

                     

Tezcatlipoca é um dos três grandes deuses da mitologia asteca: é o deus do céu noturno, da lua e das estrelas; senhor do fogo e da morte. Uma das figuras mais temidas do panteão asteca, criador do mundo, vigilante das consciências. Ás vezes é representado como um jaguar e carrega no peito um espelho através do qual podia ver toda a humanidade. É conhecido como “O Senhor do Espelho Fumegante”. As traduções para o nome de Tezcatlipoca são bem variadas e, algumas vezes, até contraditórias. Apesar de haver uma certa convergência quanto a tradução literal dos dois principais termos que compõe o nome do deus (Tezcatl e Poca), especialistas em náhuatl concordam que as questões referentes a esse debate não estão fechadas.

Tezcatl é freqüentemente traduzido por refletir ou espelho. Poca significa fumo, fumaça. Com a junção dos dois termos, teríamos a tradução mais usual: espelho fumegante.

Muitos estudiosos afirmam que a palavra tletl (luz) estaria localizada entre os dois termos anteriores, formando espelho de luz fumegante, mas essa hipótese não é confirmada.

Alguns especialistas de Tlaxcala apontam para a palavra Pucah, do idioma Otomi, que significa negro, mas a junção de dois idiomas, com o objetivo de compreender a etimologia do nome de um deus, é muito contestada.

Segundo uma lenda mexica, relatada pelo frei Andrés de Olmos, à pedido do Sol, os deuses se auto-sacrificaram no processo de criação do universo. Isso aconteceu em Teotihuacan e provocou um grande desespero nos seres humanos, que passaram a vagar à procura de seus deuses, chorando e rogando. Num determinado momento, Tezcatlipoca os encontrou e se compadeceu, orientando-os para que preparassem uma festa, com muita música e preces em sua honra. Finalmente, os deuses voltaram a se comunicar com seus filhos humanos e desde então, as preces e a música se tornaram elementos fundamentais nos cultos da região.

Desta forma, Tezcatlipoca é encarado como o deus responsável pela introdução desses elementos, além dos sacrifícios, na religião asteca.

Fonte: Ahduvido

16 de abril de 2013

Cérberus - O "Demônio Do Poço"



Na mitologia grega, Cérbero ou Cerberus (em grego – Kerberos = “demónio do poço”) era um monstruoso cão de múltiplas cabeças e cobras ao redor do pescoço que guardava a entrada do Hades, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem.

A descrição da morfologia de Cérberus nem sempre é a mesma, havendo variações. Mas uma coisa que em todas as fontes está presente é que era um cão que guardava as portas do Tártaro, não impedindo a entrada e sim a saída. Quando alguém chegava, Cérberus fazia festa, era uma criatura adorável. Mas quando a pessoa queria ir embora, ele a impedia; tornando-se um cão feroz e temido por todos. Os únicos que conseguiram passar por Cérberus, saindo vivos do submundo, foram Héracles, Orfeu, Enéias e Psiquê.

Cérberus era um cão com várias cabeças, não se têm um número certo, mas na maioria das vezes é descrito como tricéfalo (três cabeças). Sua cauda também não é sempre descrita da mesma forma, às vezes como de dragão, como de cobra ou mesmo de cão. Às vezes, junto com sua cabeça são encontradas serpentes cuspidoras de fogo saindo de seu pescoço, e até mesmo de seu tronco.

Quanto à vida depois da morte, os gregos acreditavam que a morada dos mortos era o Hades, que levava o nome do deus que o regia, ao lado de Perséfone. Hades era irmão de Zeus. Localizava-se nos subterrâneos, rodeado de rios, que só poderiam ser atravessados pelos mortos. Os mortos conservavam a forma humana, mas não tinham corpo, não se podia tocá-los. Os mortos vagavam pelo Hades, mas também apareciam no local do sepultamento. Havia rituais cuidadosos nos enterros, e os mortos eram cultuados, principalmente pelas famílias em suas casas. Quando os homens morriam eram transportados, na barca de Caronte para a outra margem do rio Aqueronte, onde se situava a entrada do reino de Hades. O acesso se dava por uma porta de diamantes junto a qual Cérberus montava guarda.

                         

Para acalmar a fúria de Cérberus, os mortos que residiam no submundo jogavam-lhe um bolo de farinha e mel que os seus entes queridos haviam deixado no túmulo.

Seu nome, Cérbero, vem da palavra Kroboros, que significa comedor de carne. Cérbero comia as pessoas. Um exemplo disso na mitologia é Pirítoo, que por tentar seduzir Perséfone, a esposa de Hades e filha de Deméter, deusa da fertilidade da Terra, foi entregue ao cão. Como castigo Cérbero comia o corpo dos condenados.

Cérberus era filho de Tífon e Equídina, irmão de Ortros e da Hidra de Lerna. Da sua união com Quimera, nasceram o Leão de Neméia e a Esfinge.

3 de abril de 2013

Quetzalcóatl - O Pássaro-Serpente

                      

 Quetzalcóatl é uma divindade das culturas de Mesoamérica, em especial da cultura asteca, também venerada pelos toltecas e maias. É considerada por alguns pesquisadores como a principal dentro do panteão desta cultura pré-hispânica. Os astecas incorporaram esta deidade em sua chegada ao vale do México, no entanto modificaram seu culto, eliminando algumas partes, como a proibição dos sacrifícios humanos.

O nome de Quetzalcóatl é composto de duas palavras de origem náuatle: quetzal, que é uma ave de formosa plumagem que habita a selva centroamericana e cóatl, “serpente” e é usualmente traduzida como “Serpente Emplumada”, “Pássaro Serpente”, ou “Pássaro Serpente da Guerra”; Especula-se que a origem desta deidade provém da cultura olmeca, no entanto sua primeira aparição inequívoca ocorreu em Teotihuacan. A cultura teotihuacana dominou durante séculos o planalto mexicano. Sua influências culturais abarcaram grande parte da mesoamérica, incluindo as culturas maia, mixteca e tolteca. Os maias retomaram a Quetzalcóatl como Kukulkán.

Quetzalcoatl representa as energias telúricas que ascendem, daí a sua representação como uma serpente emplumada. Neste sentido, representa a vida, a abundância da vegetação, o alimento fisico e espiritual para o povo que a cultua ou o indivíduo que tenta uma ascese espiritual.

21 de março de 2013

Fênix - O Poderoso Pássaro De Fogo

 

A fênix ou fénix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.

Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fénix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fénix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fénix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

18 de março de 2013

Deusa Atena

                      

Na mitologia Clássica, Atena era filha de Zeus, que a teve sozinho, sem intervenção feminina. Ela nasceu da cabeça do grande deus, totalmente armada, pois segundo o pensamento dos criadores do mito, se a mulher gera através da barriga, é da cabeça dos homens que saem as suas criações.

Atena permaneceu virgem. Conta-se que teve um filho do seguinte modo: foi visitar Hefesto à sua forja, afim de se prover de armas. O deus, abandonado por Afrodite, apaixonou-se por ela logo que a viu. Hefesto tentou ter relações com a deusa, que fugiu para manter sua virgindade. O sémen do deus, entretanto, caiu sobre a perna de Atena. Enojada, a deusa limpou-se com lã, que lançou para a terra. Foi da terra assim fecundada que nasceu Erictónio, que foi criado por Atena, escondido dos outros deuses, que quis torná-lo imortal. Atena colocou-o numa arca, guardado por uma serpente e confiou-o às filhas de Cécrope (Rei de Atenas), mas estas abriram a arca e viram Erictónio. Atena enlouqueceu-as e elas atiraram-se ao mar. Erictónio, mais tarde, tornou-se rei de Atenas. Grande, de aspecto calmo, mais majestosa do que bela, Atena é descrita  como a «deusa dos olhos garços».

Deusa virginal da vitória e do combate, é também a deusa da sabedoria, protectora da vida política, das ciências e artes, bem como da habilidade manual.

                                 

Deusa Guerreira, armada com a lança e a égide, Atena desempenhou um papel importante na luta contra os  Gigantes. Ela matou Palas e Encélado. Ao primeiro, esfolou-o e da sua pele fez para si uma couraça. Quanto a Encélado, perseguiu-o até à Sicília e imobilizou-o lançando-lhe em cima a ilha inteira.

Atena era frequentemente acolhida pelas cidades como protectora e patrona. Ela intercedia pela luta ordenada, pela defesa da terra natal de um povo. Neste sentido ela deu valiosa ajuda a alguns heróis, como Ulisses, Hércules e Aquiles. 

Atena é geralmente considerada no mundo grego, e especialmente na sua cidade, Atenas, como a deusa da razão. É ela quem preside às artes e à literatura, função em que tende a suplantar as Musas. Mas ela tem mais afinidade com a filosofia do que com a poesia e a música propriamente ditas. É também como deusa da actividade inteligente que ela protege as fiandeiras, as tecedeiras, as bordadeiras, etc.

A coruja, símbolo de sabedoria, era o animal consagrado a Atena, e a sua árvore era a oliveira.

15 de março de 2013

Mitologia Grega: Os Titãs

       

Os Titãs, segundo a mitologia nasceram, nasceram no início dos tempos. Eles eram os ancestrais dos futuros deuses olímpicos (como Zeus, Afrodite, Apolo...) e também dos próprios mortais. Os titãs nasceram da união entre Urano, que representava o Céu, e Gaia, que seria a Terra. "Os titãs eram seres híbridos, nenhum era humano por completo e todos tinham o poder de se transformar em animais", afirma a historiadora Renata Cardoso Beleboni, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), especialista em mitologia. O poeta grego Hesíodo, que viveu no século 7 a.C., foi um dos principais autores da Antiguidade a narrar o surgimento dos titãs, numa obra clássica chamada Teogonia. Esse e outros textos épicos contam que tais seres mitológicos ajudaram na formação do mundo.

14 de março de 2013

A Mitologia Grega

 

Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.

Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.

 Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos,  políticos e culturais.

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Zeus, O Deus Dos Deuses

Neste post vamos falar sobre o maior e mais conhecido Deus da mitologia grega: Zeus, o Deus dos Deuses.

  

Segundo a mitologia grega, Zeus  deus dos trovões, senhor do Olimpo, era filho de Cronos e Réia. Cronos tinha o hábito de  devorar seus próprios filhos para que não tomassem seu lugar no trono. Até que Zeus nasceu e sua mãe Réia já cansada de tanto sangue e sofrimento deu a Cronos uma pedra embrulhada no lugar de Zeus, salvando sua vida. Réia decidiu que Zeus seria o ultimo filho e encerraria o reinado de sangue e sofrimento e tomaria o trono do pai.

Assim que Cronos descobriu que tinha engolido uma pedra ao invés do filho saiu a procura de Zeus, mas não o encontrou. Zeus foi criado no bosque de Creta e foi alimentado com mel e leite de cabra. E assim quando cresceu foi a caminho do pai para combatê-lo, eles viraram grandes inimigos, Zeus obrigou seu pai a engolir uma bebida mágica, que restituiu todos os filhos que no passado tinha devorado. Foi então que Zeus conheceu seus quatro irmãos: Deméter, Poseidon, Héstia e Hades, faltou apenas a Hera que como Zeus foi poupada e não estava ali. Zeus ainda liberou ciclopes que deu a ele o Raio. Então após dez anos, que foi o tempo que durou a guerra, Zeus subiu ao Olimpo junto com seus irmãos Poseidon e Hades que o ajudaram a destruir Cronos, e então comandaram o Céu, a Terra e os demais deuses.

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