O fóssil é de uma das dez espécies de abelissauro que proliferavam nos continentes do sul, no tempo em que os tiranossauros prosperavam no Hemisfério Norte, e estaria "entre os principais predadores" da Patagônia durante o período do Cretáceo Superior, dizem os pesquisadores.
A tese baseia-se no tamanho do dinossauro, que podia chegar aos cinco metros de comprimento, e na sua mandíbula poderosa, dentes afiados e nas enormes garras nos pés. Os pesquisadores consideram que ele poderia também ter olfato muito apurado.
O crânio do Llukalkan, que significa "aquele que mete medo", era curto e com ossos ásperos, por isso sua cabeça devia exibir protuberâncias e proeminências como alguns répteis atuais.
A composição do crânio sugere, diz o artigo publicado sobre a descoberta, que a espécie era dotada de uma audição melhor do que a maioria dos outros abelissauros, bastante semelhante à dos atuais crocodilos.
