15 de outubro de 2013

Cientistas Reproduzem o "Sabre de Luz" de "Guerra nas Estrelas"


De acordo com notícias vindas da Universidade de Harvard e MIT, enquanto um grupo de físicos estavam ‘brincando’ com lasers e fótons, descobriram que quando disparavam múltiplos fótons através de um grupo de átomos rubicon, as partículas se agruparam para criar um novo tipo de molécula que se comportava como um sabre de luz, daqueles usados por Luke Skywalker e Darth Vader no filme ‘Guerra nas Estrelas’.

Este efeito é conhecido em termos científicos como a obstrução Rydberg, onde uma única partícula ‘excitada’ prevê a excitação de outras partículas vizinhas a um grau maior do que a si mesma.  Quando este efeito ocorre em um grupo de átomos, é criado um efeito conflitante, o qual cria novas moléculas e as une.

Os cientistas que descobriram este efeito foram os professores de física Mikhail Lukin, da Havard e Vladan Vuletic da MIT.

“Não é uma analogia inapropriada comparar isto com sabres de luz“, disse Lukin em uma liberação de imprensa. “Quando estes fótons interagem entre si, eles estão empurrando e desviando uns dos outros.  A física do que está ocorrendo com estas moléculas é similar ao que vemos nos filmes.”

Os cientistas pretendem utilizar a nova forma de matéria para ajudar a construir computadores quânticos avançados, mas o potencial existe e podemos agora justificadamente adicionar os ‘sabres de luz’ à lista de tecnologias do estilo ‘Guerra nas Estrelas’ que conseguimos duplicar .

Os filmes icônicos têm inspirado uma geração de cientistas a irem com ousadia onde nenhum cientista foi antes. A ficção científica está rapidamente se tornando realidade…

"…A raça humana tem feito saltos tecnológicos tão grandes nas últimas décadas, que é difícil acreditar que não estamos tendo algum auxílio de outros locais na galáxia.  Seja qual for a razão para nossos avanços espetaculares, devemos sempre nos manter humildes para não nos tornamos vítimas de nosso próprio sucesso científico…"

Fonte: ovnihoje.com

Um Cometa Entrou na Atmosfera da Terra e Explodiu Sobre o Egito


Uma equipe de cientistas sul-africanos e colaboradores internacionais encontraram a primeira evidência de um cometa que entrou na atmosfera terrestre e explodiu, o que ocasionou uma onda de choque de fogo, que dizimou todas as formas de vida em seu caminho.

A descoberta não só forneceu a primeira prova definitiva de que um cometa atingiu a Terra em cheio há milhões de anos, mas também pode nos ajudar a desvendar, no futuro, os segredos da formação do nosso sistema solar.

“Os cometas sempre visitam os nossos céus – eles são essas bolas de gelo misturado com poeira – mas, nunca antes na história, o material de um cometa tinha sido encontrado na Terra”, explica David Block, professor da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, África do Sul.

Segundo os pesquisadores, o cometa entrou na atmosfera da Terra no espaço aéreo hoje pertencente ao Egito, cerca de 28 milhões de anos atrás. Assim que o corpo celeste entrou na atmosfera, explodiu, aquecendo a poeira que trazia consigo a uma temperatura de cerca de 2 mil graus Celsius e resultando na formação de uma enorme quantidade de vidro de sílica amarelo, que se encontra espalhado sobre uma área de 6 mil quilômetros quadrados no deserto do Saara.

Um magnífico exemplar do vidro, polido por antigos joalheiros, pode ser encontrado em um broche de Tutancâmon, faraó do Egito Antigo, com seu impressionante escaravelho amarelo-amarronzado.

A pesquisa, que será publicada na revista científica Earth and Planetary Science Letters, foi realizada por meio de uma colaboração de geocientistas, físicos e astrônomos. No centro das atenções da equipe estava uma pedra preta misteriosa encontrada anos antes por um geólogo egípcio na área de vidro de sílica.

Após a realização de análises químicas altamente sofisticadas, os autores chegaram à conclusão de que a rocha representava o primeiro espécime conhecido de um núcleo de cometa, em vez de ser simplesmente um tipo raro de meteorito. O autor principal da pesquisa, Jan Kramers, professor da Universidade de Joanesburgo, descreve o momento da revelação: “É um tipo de euforia científica, quando você elimina todas as outras opções e chega à conclusão de que só pode ser isso mesmo”, conta.

O impacto da explosão também produziu diamantes microscópicos. “Os diamantes são produzidos a partir de materiais derivados do carbono. Normalmente, eles se formam nas profundezas da Terra, onde a pressão é mais alta, mas um choque dessa magnitude também pode gerar uma pressão muito alta. Um pedaço do cometa, em conjunto com o próprio choque do impacto, produziu os diamantes”, explica Kramers.

A equipe chamou a rocha que possui esse diamante de “Hipátia” em homenagem à primeira mulher (de que se tem notícia) matemática, astrônoma e filósofa, Hipátia de Alexandria.

O material de cometa é muito evasivo, tanto que nenhum outro fragmento havia sido encontrado em nosso planeta antes, exceto partículas microscópicas de poeira na atmosfera superior da Terra ou em alguma poeira rica em carbono no gelo antártico. As agências espaciais já gastaram rios de dinheiro para capturar quantidades muito pequenas de matéria de cometa bem longe daqui.

“A NASA e a ESA (Agência Espacial Europeia) desembolsaram bilhões de dólares na coleta de algumas microgramas de material de cometa e no transporte das substâncias até a Terra. Agora, possuímos uma nova forma de estudar esse material sem gastar bilhões de dólares para coletá-lo”, conta Kramers .

O estudo da Hipátia se transformou em um programa de colaboração internacional coordenado por Marco Andreoli, da Corporação de Energia Nuclear Sul-Africana, que envolve um número crescente de cientistas provenientes das mais variadas áreas da ciência. Mario di Martino, do Observatório Astrofísico de Turim, na Itália, já organizou várias expedições à área no deserto onde é possível encontrar fragmentos do vidro de sílica.

“Os cometas contêm as respostas para que desvendemos os segredos sobre a formação do nosso sistema solar, e essa descoberta nos dá uma oportunidade sem precedentes de estudarmos um deles em primeira mão”, conclui Block.

13 de outubro de 2013

Maconha Pediátrica


No Brasil, a maconha (ou Cannabis) é ilegal. Em 17 estados americanos, no entanto, até criança pode obter a substância.

Claro, com restrições. Mas pessoas com menos de 18 anos que tenham uma condição de saúde limitadora (uma doença com sintomas graves ou que não pode ser curada) podem receber prescrição de maconha medicinal.

O tema voltou à debate nos EUA recentemente porque o estado de Massachusetts em breve será mais um que vai permitir a maconha medicinal a crianças.

Só que a Academia Americana de Pediatria se opõe ao uso da droga por menores de idade, porque isso não foi clinicamente testado (e nem deve ser no futuro próximo, porque é eticamente bastante complicado sujeitar crianças ao uso de uma substância ilegal). O tratamento também não foi aprovado pela Administração de Drogas e Alimentos dos EUA.

Ainda assim, nesses 17 estados americanos e em Massachusetts, crianças vão poder usar a terapia alternativa, mas precisarão de autorização por escrito de dois médicos diferentes, um dos quais deve ser um pediatra, e o consentimento dos pais.


No Brasil e no mundo

EUA, Canadá, Reino Unido, Holanda, França, Espanha, Itália, Suíça, Israel e Austrália são alguns países em que o uso da maconha para fins medicinais é permitido ou parcialmente permitido (geralmente, o cultivo domiciliar e o consumo são liberados perante receita médica). Em janeiro desse ano, o senado da República Tcheca também aprovou o uso medicinal da maconha, que vêm ganhando força em várias partes do mundo.

Na Holanda, onde até o consumo recreativo é liberado, a maconha medicinal só deve ser prescrita como última alternativa para o tratamento de dores crônicas, rigidez muscular e espasmos provocados pelo câncer, náuseas provocadas por tratamentos quimioterápicos, perda de apetite provocada por Aids e anorexia, esclerose múltipla, síndrome de Tourette, mal de Alzheimer, distrofia muscular, fibromialgia, caquexia e esclerose lateral amiotrófica.

No Brasil, a legislação não prevê o uso da maconha para fins terapêuticos. Em maio de 2010, um simpósio científico internacional organizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas discutiu a criação de uma agência nacional para regular o uso medicinal da maconha no país, mas isso ainda não saiu do papel.

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece que a maconha pode ser medicamento, apesar da proibição da Convenção Única de Entorpecentes, datada de 1961 e assinada por diversos países incluindo o Brasil, mas somente quando as nações oficializam uma agência especial (ou seja, regulam o consumo medicinal) da planta cannabis.


Maconha para criança?

Pode parecer extremamente controverso, polêmico e até bizarro, mas as mães não descartam a possibilidade de usar maconha para tratar seus filhos.

“Eu posso tentar, especialmente se o meu filho estiver com dor”, disse a mãe americana Tonya Rogalski, de West Springfield. “Mas eu precisaria de muito mais informações, faria uma pesquisa e um monte de perguntas para os médicos”.

Algumas das condições para as quais as famílias mais usam maconha medicinal para tratar são autismo, câncer e convulsões.

No caso do americano Zaki Jackson, de 11 anos, a maconha medicinal tem sido uma salva-vidas. Jackson foi diagnosticado aos seis meses de idade com uma forma de epilepsia tão grave que causava até 250 convulsões por dia. Seus pais tentaram 17 medicamentos diferentes ao longo de um período de 10 anos para tentar acalmar suas convulsões, mas nada funcionou.

Até que o médico de Zaki prescreveu maconha. “Somos cristãos”, conta a mãe de Zaki, Heather. “Somos conservadores. E estamos usando maconha medicinal. Apesar do estigma associado a cannabis, eu devia a Zaki pelo menos experimentá-la”.

E deu certo. “Ele não teve quaisquer convulsões após sua primeira dose”, relata a mãe. Nos oito meses desde Zaki começou o tratamento, ele finalmente foi capaz de fazer atividades normais de criança, como brincar em uma balança.

Ano passado, no estado americano de Oregon, Mykayla Comstock, de 7 anos, também passou a usar maconha medicinal para aliviar os sintomas de sua doença: leucemia da célula T, um tipo agressivo de câncer de sangue. A droga ajuda a menina a comer e dormir.

No mês passado, o estado de New Jersey, também nos EUA, aprovou a remoção de algumas barreiras que proibiam crianças de serem beneficiadas pelo programa do governo que permite o uso de maconha medicinal no combate a doenças graves. Muito da aprovação se deveu a comoção geral pelo caso de Vivian, a filha de 2 anos de idade do casal Meghan e Brian Wilson, diagnosticada com síndrome de Dravet, uma forma grave de epilepsia e doença mortal. Os pais da criança disseram que encontraram casos semelhantes no Colorado e na Califórnia onde crianças responderam positivamente na prevenção aos ataques epilépticos, mas não podiam explorar essa opção de tratamento para a filha deles.

Os críticos da maconha pediátrica, incluindo a Academia Americana de Pediatria, argumentam que a prescrição de marijuana para crianças ainda não foi suficientemente testada e os efeitos a longo prazo do uso juvenil são desconhecidos.

Outros grupos, como o Instituto de Medicina Cannabis, afirmam que a maconha pode ser produzida de forma a minimizar suas qualidades psicoativas.

No caso de Zaki, sua maconha foi especialmente criada para ter baixos níveis de THC, a substância psicoativa na droga, mas altos níveis de um canabinoide chamado canabidiol, ou CBD. Embora tanto THC e CBD impactem positivamente sintomas como dor, náuseas e convulsões, a CBD não é psicoativa, ou seja, as crianças que usam esse tipo de maconha não ficam “doidas”.

Ainda assim, alguns especialistas são céticos. A Dra. Sharon Levy, do Hospital Infantil de Boston (EUA), reitera que faltam estudos clínicos. Levy também observa que algumas substâncias que uma dia prometeram curas há muito foram descartadas como ineficazes ou prejudiciais. “Um par de gerações atrás, os médicos recomendavam tabaco como um bom método de relaxamento ou para aliviar o estresse”, diz. “Agora parece inacreditável”.

10 de outubro de 2013

Novo Planeta é Encontrado Flutuando Sozinho na Via Láctea


Um jovem planeta exótico foi encontrado flutuando sozinho na Via Láctea, não está orbitando nenhuma estrela e é praticamente um recém-nascido em termos cósmicos, dizem os astrônomos .

O planeta PSO J318.5-22, localizado na constelação de Capricórnio, a apenas 80 anos-luz da Terra, tem uma massa seis vezes maior que a de Júpiter. Astrônomos dizem ter encontrado um planeta solitário fora do Sistema Solar flutuando sozinho no espaço, e não orbitando uma estrela. Formado há 12 milhões de anos, o exoplaneta -- extremamente frio e leve -- é considerado um recém-nascido entre os seus pares

Ele foi identificado por telescópios no Havaí, a partir de sua fraca assinatura de calor, e tem propriedades semelhantes às dos planetas gigantes gasosos encontrados orbitando em torno de estrelas jovens .

"Nós nunca vimos nada parecido flutuando livremente no espaço. Ele tem todas as características de planetas jovens encontrados ao redor de outras estrelas, mas está à deriva lá fora, sozinho", disse Michael Liu, líder do Instituto de Astronomia na Universidade do Havaí. "Eu sempre quis saber se existem tais objetos solitários, e agora sabemos que eles fazem."

"Os planetas encontrados por imagens diretas são incrivelmente difíceis de estudar, uma vez que eles estão bem perto de suas estrelas hospedeiras, que são muito claras", disse o co-autor Niall Deacon, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha. "PSO J318.5 -22 não está orbitando uma estrela por isso vai ser muito mais fácil estudá-lo."

Existe uma Gigantesca Rede de Canais Debaixo da Antártida!


Debaixo das geleiras marítimas da Antártida existe uma rede inteira de canais gigantescos. Esta conclusão foi tirada em resultado do trabalho conjunto de cientistas de várias universidades britânicas. Eles não duvidam de que estes cursos de água influem de certa forma sobre a espessura da cobertura de gelo e sobre as mudanças de nível do Oceano Mundial.

A pesquisa foi dedicada à plataforma de gelo de Filchner-Ronne, que é parte da capa de gelo à deriva no mar de Weddell. A grande atenção dada a estas geleiras está relacionada com o fato de que sua área reduziu-se em muito nos últimos anos. Verificou-se que os gelos derreteram em virtude das correntes quentes que os banham em baixo. Detetores infravermelhos do satélite da NASA Terra, e também radares de aviões revelaram rios debaixo do gelo, que se estendem desde o continente, por centenas de quilômetros, abaixo das geleiras e desembocam no oceano. Em largura e altura estes cursos de água são comparáveis à Torre Eifel.

Os cientistas admitem que os canais são uma continuação das correntes de água derretida, surgida sob os gelos da parte continental da Antártida. Ao sair do continente, as correntes não se misturam com a água do mar. A água doce é mais leve do que a salgada. Fica acima e “escorre” pelo plano inferior da geleira, formando um rio. Na opinião dos autores da descoberta, a estabilidade dos campos de gelo marítimos depende destes rios.

Glaciologistas russos supunham há muito tempo que semelhantes correntes deveriam existir, fala o vice-diretor do Instituto de Pesquisa Científica do Ártico e Antártida do Serviço de Hidrometeorologia Russo, Valeri Lukin:

"Ainda no final de 1960 foi estabelecido que havia canais debaixo do sistema de geleiras e água. Nosso cientista Igor Zotikov calculou teoricamente os possíveis volumes de derretimento do gelo na superfície inferior da geleira continental. Ele sugeriu que a água que se forma na superfície inferior da geleira em consequência de seu atrito com rochas locais e de alta pressão, forma sistemas aquáticos debaixo do gelo. Eles podem correr apenas para o oceano."

Segundo Valeri Lukin, o derretimento da crosta de gelo continental não depende da temperatura do meio ambiente.

“Ele depende do tamanho da pressão, que está relacionada com a espessura da geleira, e da velocidade do movimento da geleira sobre as rochas locais. Quanto maior ela é, maior é a força de atrito, que conduz ao derretimento da superfície inferior da geleira. Mas isto não está relacionado com o aquecimento global.”

A existência de rios debaixo da parte marítima das geleiras também não está relacionada com o clima global. Eles foram gerados por causas totalmente diferentes, inclusive pelo calor do manto aquecido da Terra. No entanto, sabendo para onde eles correm e onde desembocam no oceano, agora será mais fácil compor um mapa de correntes quentes em torno da Antártida. Significa isso que se pode prever com mais precisão a conduta da parte externa das geleiras marítimas e icebergs que se separaram. O iniciador da criação da organização “Centro de Iniciativas Árticas”, Matvei Chuprov, está impressionado com os resultados da pesquisa:

“A descoberta maravilhosa do Ártico e da Antártida oculta em si ainda muitos segredos. Hoje são as regiões menos estudadas de nossa Terra. Talvez estes sejam os locais através dos quais a Terra irá nos enviar alguns sinais.”

Os cientistas não responderam por que motivo o derretimento dos gelos aumentou somente nos últimos anos, se as correntes debaixo do gelo sempre existiram. Mas sua pesquisa confirmou a teoria de que o sistema hidrológico da Antártida é muito mais complexo do que parecia antes.

9 de outubro de 2013

Bloomberg Prevê Apocalipse da Economia Global


Os EUA ainda não conseguem definir uma solução para a crise orçamental, o que, por sua vez, adia as negociações sobre outro tema importante – o de aumento do teto da dívida pública. No entanto, a falta de notícias dos EUA já faz com que os mercados mundiais comecem a sentir febre.

Por sua vez, a agência Bloomberg prognostica um apocalipse global, caso o congresso americano não seja capaz de encontrar uma solução até 17 de outubro. Para esta data, o tesouro público dos EUA ficará apenas com 30 bilhões de dólares, o que equivaleria a uma falência técnica da maior economia mundial.

A Bloomberg, uma das mais prestigiosas agências de informação empresarial, prediz o colapso da economia mundial, se os EUA declararem a suspensão do pagamento da dívida e não estiverem em condições de pagar as obrigações estrangeiras. Os analistas comparam a suspensão do pagamento da dívida com a falência do banco de investimento Lehman Brothers que antecedeu a crise de 2008, e afirmam que agora tudo vai ser ainda pior. Naquela altura, a quebra do Lehman Brothers provocou uma recessão, a mais grave desde os tempos da Grande Depressão nos EUA, tornando-se ponto de partida da crise financeira global, da qual o mundo não se consegue recuperar até ao momento atual.


Se agora os EUA pararem de pagar a dívida, isto levará à desestabilização dos mercados de valores desde São Paulo até Zurique, paralisando o mecanismo creditício ao serviço da dívida pública, cujo valor atinge 5 trilhões de dólares. Por sua vez, o último derrubará a moeda americana empurrando a economia global para o "fim do mundo", acreditam na Bloomberg. Os países que investiram nos títulos americanos mais que todos – a China e o Japão – serão os mais afetados. Enquanto isso, uma semana de paralisação do governo dos EUA já reduziu em 0,2% os ritmos de crescimento do PIB.

A situação é bastante complicada. São a reputação dos EUA e o sistema político do país que sofrem maiores prejuízos devido à incerteza orçamentária, julga Valeri Piven, analista da empresa Life Capital ProBusinessBank:

“Os investidores começam a duvidar da eficiência do aparelho estatal dos EUA. No que diz respeito a outros efeitos vinculados ao pagamento dos serviços da dívida pública, serão danificados praticamente todos, inclusive os países que não têm investimentos volumosos. Porque a taxa de títulos do tesouro é um marco de referência sui generis. No caso de aumento dos riscos de não-pagamento essa taxa irá crescer, e logo a seguir irão crescer também as taxas de todas as obrigações existentes no mundo. Em resumidas contas, o custo dos empréstimos será maior.”

O Congresso dos EUA ainda tem nove dias para a salvação. No entanto, a confrontação dos democratas e dos republicanos continua, comenta Alexei Golubovich, presidente da companhia Arbat Capital:

“No Congresso está decorrendo uma luta entre os republicanos e os democratas que disputam concessões em algumas verbas do orçamento e também o programa de seguro de saúde, o qual os republicanos pretendem cortar, enquanto Obama atua, neste caso, desde uma posição populista. Este é o significado de todos os acontecimentos. Os republicanos precisavam inicialmente de bloquear o financiamento orçamentário do governo, o que eles alcançaram fazer, para mostrarem que, seja como for, têm algumas forças para continuar resistindo ante Obama.”

Muitos especialistas não compartilham o pessimismo da Bloomberg e o consideram prematuro. Eles acreditam que o desenvolver da situação não chegará até a moratória. Mais cedo ou mais tarde, pensam eles, os republicanos e os democratas irão acordar no Congresso tanto sobre uma possível redução das despesas como sobre o aumento do teto da dívida pública, crê Alexei Golubovich:

“O limite da dívida publica não pode ficar sem ser aumentado, o que é evidente para sérios economistas e especialistas em matéria de mercados financeiros, portanto não se pode tratar de nenhuma falência dos EUA. Nos EUA será encontrada uma forma de chegar a acordo e as despesas orçamentárias prosseguirão sendo financiadas. Na melhor das hipóteses, o orçamento ficará ligeiramente cortado sob a pressão dos republicanos; na pior opção, os republicanos se renderão.”

Raymond McDaniel, CEO da Moody’s, influente agência de notação financeira, também não duvida que a falência dos EUA é pouco provável. Segundo ele, a versão da moratória por parte do Tesouro é "fantástica”. Ao argumentá-lo McDaniel se refere aos acontecimentos de há dois anos. Naquela altura, a decisão sobre o aumento do teto da dívida pública também demorou bastante tempo devido à confrontação no congresso, mas afinal de contas os republicanos e os democratas lograram chegar ao consenso.

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