22 de abril de 2013

Descoberta Nova "Porta Para O Inferno"

Simulacão digital de como seria o Portão de Plutão nos tempos do Império Romano

Arqueólogos italianos anunciaram que o “Portão para o Inferno” foi descoberto em ruínas no sudoeste da Turquia.

Conhecido como o Portão de Plutão, a caverna foi considerada o portal para o mundo subterrâneo na mitologia e na tradição greco-romana.

Fontes históricas indicavam que o local seria na cidade antiga frigiana de Hierapolis, agora chamada de Pamukkale, e descreviam as aberturas como sendo cheias de vapores mefíticos letais.

“Este local é repleto de um vapor tão denso que quase não se pode ver o solo.  Qualquer animal que adentrar o local morre instantaneamente“, escreveu o geógrafo grego Strabo (24 AC).

“Eu joguei pardais para dentro e eles imediatamente deram seus últimos suspiros e morreram” ele adicionou.

A descoberta, que foi anunciada este mês na conferência sobre arqueologia italiana em Istambul, na Turquia, foi feita por uma equipe liderada por Francesco D’Andria, professor de arqueologia clássica na Universidade de Salento.

D’Andria conduziu uma pesquisa arqueológica extensa em Hierapolis.  Há dois anos ele alegou ter descoberto a tumba de São Felipe.


O sítio encontrado pelos arqueólogos apresenta características muito semelhantes ao local descrito nos textos históricos. As inscrições indicam um templo dedicado a Hades (Plutão) e Perséfone (Core), senhores do mundo inferior.
De acordo com o arqueólogo, houve um tipo de organização turística no local naquela época.  Pequenos pássaros eram entregues aos peregrinos para que estes testassem os efeitos da caverna, enquanto sacerdotes alucinados sacrificavam touros para Plutão.

A cerimônia incluía a condução de animais até a caverna e depois a retirada deles, após sua morte.


“Vimos as propriedades letais da caverna durante as escavações.  Vários pássaros morreram ao tentarem ficar mais próximos da abertura morna, instantaneamente mortos pelos vapores de dióxido de carbono“, disse D’Andria.

Somente os eunucos da antiga deusa da fertilidade, Cybele, eram capazes de entrar no portão do inferno sem serem afetados.

De acordo com D’Andria, o local era um famoso destino para os ritos de incubação.  Peregrinos levavam as águas das piscinas próximas ao templo, dormiam próximos da caverna e recebiam visões e profecias, em um tipo de efeito de oráculo de Delfos.  De fato, os vapores vindos das profundezas do lençol freático de Hierapolis produziam alucinações.


“Esta descoberta é excepcional, pois ela confirma e clarifica as informações que temos das fontes literárias e históricas antigas“, disse Alister Filippini, um pesquisador da história romana, nas Universidades de Palermo na Itália e Colônia, na Alemanha.

Totalmente funcional até o Século IV e ocasionalmente visitada durante os seguintes dois séculos, o local representou “um importante destino de peregrinação para os últimos intelectuais pagãos da antiguidade”, disse Filippini.

D’Andria e sua equipe estão agora trabalhando na reconstrução digital do local.

20 de abril de 2013

RADIOATIVIDADE EM 774 D.C.

Alguma coisa grande aconteceu no ano de 774 DC. Os cientistas que estudam os anéis das árvores encontraram um aumento acentuado na quantidade de carbono radioativo.

                              

As árvores mais antigas, ao redor de todo o mundo guardaram em seus anéis etários a memória química desse misterioso evento. Essas árvores contam parte de uma mesma história. Todas elas possuem os núcleos de seus troncos, camadas de época (mais de 1 300 anos atrás) saturadas por altos níveis de carbono radioativo.

A evidência torna-se mais significativa considerando que, na Antártida, onde os núcleos de gelo também são como um diagrama cronológico que armazena a memória bioquímica de eras passadas, as camadas correspondentes 774 d.C., também apresentam um teor anormalmente alto de isótopo de berilo.

                               

Nenhum fenômeno semelhante foi encontrado no planeta antes ou depois daquele ano, quando todo o globo foi intensamente banhado em raios gama cuja fonte é um mistério para os cientistas.


Os Raios Gama

A radiação Gama é uma dos mais poderosos e (danosos para o homem) entre os tipos de radiação que resultam de reações explosivas nucleares.

A alta frequência do raios Gama causam danos às células, queimaduras e diferentes processos de adoecimento em todos os organismos vivos. É uma radiação mortal com potencial para matar suas vítimas em virtude de curta exposição. No espaço cósmico a radiação Gama é comum, o que torna necessário que trajes e naves espaciais tenham várias camadas de material protetor.

Na Terra, o meio ambiente e os seres vivos não sofrem com a radiação porque essas energias são absorvidas naturalmente pela atmosfera. Seria necessária a incidência de uma intensa e continuada superemissão de raios Gama para que isso chegasse a afetar a vida na Terra. Aparentemente, por mais estranho que pareça, isso de algum modo aconteceu! Um fenômeno cuja origem que só pode cogitada em termos astronômicos, deve ter ocorrido, necessariamente, relativamente perto da Terra.

                                          


O que causou?

Não existem muitos eventos celestes capazes de liberar tamanha intensidade de radiação na superfície da Terra. Os cientistas apontam quatro possibilidades:

1. A erupção de uma supernova nas proximidades;

2. Uma poderosa tempestade solar;

3. A formação de um buraco negro, que é uma estrela antiga e mutante, sujeita a uma condição extrema gravidade, devora a si mesma e tudo à sua volta. Tomando a forma de um cone, cuja base larga, atrai irresistivelmente corpos celestes. Estes, sugados pela força da cratera negra, são decompostos e expulsos como energia pura pela sua extremidade;

4. A colisão de duas estrelas de nêutrons.

                            

A colisão de estrelas e a formação de um buraco negro foram descartadas porque teriam que ocorrer a uma proximidade da Terra suficiente para permitir sua observação e para produzir a onda de raios gama que atingiu o planeta, em 774 d.C..

O mesmo argumento aplica-se à ideia da monstruosa tempestade solar que, no mínimo, tendo uma magnitude capaz de saturar a atmosfera terrestre com raios gama que marcaram as árvores.

Um fenômeno assim, produziria um uma série de espetaculares auroras boreais em todo o mundo, espantoso o suficiente para ser fartamente registrado nos registros históricos da época. No entanto, não existe nenhuma referência a um episódio como esse naquele período da Baixa Idade Média.



  O sinal

Até hoje os pesquisadores somente encontraram um registro, um evento astronômico em particular: a aparição de um "crucifixo ardente”, vermelho, que lampejou no céu ocidental, a oeste, em um pôr do sol do ano de 774 d.C..

A referência está na Anglo-Saxon Chronicle, um livro detalhado sobre a História anglo-Saxã. Um livro que foi preservado em inúmeras cópias e atualizado em mosteiros da Inglaterra medieval.

A possibilidade da eclosão de uma (estrela) supernova parece a mais coerente. Uma explosão desse tipo, ocorrendo nas vizinhanças do Sol, sujeita a estar encoberta por uma nuvem de poeira cósmica, não seria algo de muito chamativo e talvez não pudesse ser visto a olho nu em todos os lugares do mundo.

Nesse caso, o relato de apenas um cronista sobreviveu ao esquecimento daquele crepúsculo. A cor avermelhada e a forma cruciforme podem ter se destacado porque aqueles comprimentos de onda de luz (o espectro) não foram absorvidos pela poeira cósmica.

O quê intriga os astrofísicos - geólogos e outros cientistas - é como essa forte onda raios Gama, que marcou os anéis da madeira das árvores antigas e o gelo da Antártida poderia ter marcado, imperceptivelmente, também os homens e outros animais.

Fonte: Ab Origine

18 de abril de 2013

Descobertos dois novos planetas possivelmente habitáveis

lustração mostra parte do sistema planetário descoberto em torno da estrela Kepler-62. Em primeiro plano, o planeta Kepler-62f, o menor já encontrado dentro da zona habitável de sua estrela. Já o brilho no canto inferior direito representa o planeta Kepler-62e, que também estaria dentro da zona habitável da estrela

Astrônomos descobriram dois novos planetas extrassolares que têm mais chances de serem habitáveis do que todos os mais de 800 já confirmados até agora. Batizados Kepler-62e e Kepler-62f, eles são os mais afastados em um sistema de cinco planetas na órbita de uma estrela a 1,2 mil anos-luz de distância. Ambos planetas são pouco maiores do que o nosso, 40% e 60%, respectivamente, e estão dentro da chamada zona habitável de sua estrela, isto é, nem perto nem longe demais de forma que possam ter água líquida em sua superfície, condição considerada necessária para o surgimento ou manutenção de vida.

Os dois planetas foram detectados pelo telescópio espacial Kepler, que desde 2009 observa continuamente cerca de 170 mil estrelas em uma pequena região do céu entre as constelações de Lira e Cygnus em busca de sinais da presença de planetas. Dotado de um fotômetro hipersensível, o Kepler consegue medir as ínfimas variações no brilho das estrelas provocadas pelo chamado trânsito dos planetas, ou seja, quando eles passam em frente à sua estrela do ponto de vista da Terra. Com isso, os cientistas podem calcular não só o tamanho como o período orbital e a distância que os planetas orbitam a estrela.

No caso do Kepler-62e, o planeta completa uma volta em torno da estrela a cada 122 dias, a uma distância média de 59 milhões de quilômetros dela, enquanto o “ano” do Kepler-62f dura 267 dias, com uma órbita que o mantém a uma média de 104 milhões de quilômetros de distância. E embora estas distâncias sejam menores que a da Terra ao Sol (em média 150 milhões de quilômetros), sua estrela é um pouco menor e mais fria que a nossa, o que faz com que recebam menos energia e não sejam tão quentes como, por exemplo, Vênus, que orbita o Sol a uma distância média de 108 milhões de quilômetros.

- Há uma boa chance de que pelo menos um destes planetas seja rochoso - diz William Borucki, chefe da missão Kepler na Nasa e principal autor de artigo sobre a descoberta, publicado na edição desta semana da revista “Science”. - Estes dois planetas são os melhores candidatos a serem habitáveis que temos até agora. Localizados nesta zona verde entre o fogo e o gelo, eles não estão nem muito perto de sua estrela para serem muito quentes, nem muito longe para serem muito frios.

E embora reconheçam que os dados não os permitam afirmar que ao menos um ou até os dois planetas são de fato rochosos como a Terra, os astrônomos acreditam que as chances disso são grandes devido ao seu tamanho. Do tipo popularmente conhecido como “super-Terra”, ambos têm dimensões menores do que outros planetas extrassolares já confirmados que puderam ter sua massa - e consequentemente a densidade que indica serem rochosos ou gasosos como Netuno - calculada por outros métodos de detecção. O principal deles é conhecido como de velocidade radial e tem como base o “puxão” gravitacional dado pelos planetas enquanto orbitam uma estrela, o que faz ela ter uma oscilação que pode ser observada.

Segundo Borucki, não é possível usar o método de velocidade radial para saber a massa dos dois novos planetas por diversas razões. Primeiro, há o problema da grande distância em que se encontra o sistema, o que dificulta observar a oscilação da estrela. Além disso, ambos os planetas são pequenos demais e estão longe demais da sua estrela para provocar uma oscilação significativa o bastante para ser detectada a esta distância.

- Simplesmente hoje não temos como medir a massa destes planetas - admite.

Outras incógnitas quanto à habitabilidade dos dois planetas e de vários outros parecidos com eles vão demorar a ser resolvidas. Atualmente não existem telescópios poderosos o bastante para saber se estes corpos extrassolares têm atmosfera e qual seria sua composição, muito menos para detectar água na sua superfície.

Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/

10 motivos para acreditar em Vida Extraterrestre

 

1. As sondas Viking enviadas para Marte em 1976 detectam assinaturas químicas indicativas de vida:
Testes desempenhados nas amostras de solo marciano pelas sondas Viking da NASA, deram indicações de evidência de vida naquele planeta.  Um experimento misturou o solo com nutrientes de carbono radioativo e então o testou para detectar a produção de gás metano radioativo.
O teste produziu um resultado positivo.  A produção de metano radioativo sugere que algo no solo estava metabolizando os nutrientes e produzindo gás radioativo.  Porém, outros experimentos fracassaram em detectar evidências de vida, assim a NASA declarou os resultados como falso positivos.
Apesar disso, um dos cientistas originais, bem como outros que reanalisaram os dados, ainda defendem os primeiros resultados.  Eles argumentam que os outros experimentos estavam mal equipados para procurar evidências de moléculas orgânicas, que são um indicador chave de vida.


2. O inesperado sinal extraterrestre detectado pelo rádio telescópio da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA:
Em agosto de 1977, um rádio telescópio da Universidade de Ohio detectou um pulso anormal de radiação que veio de algum lugar da constelação de Sagitário.  O sinal, que durou 37 segundos, foi tão surpreendente que o astrônomo que monitorava dos dados escreveu “Wow!” (Uau! em português :) ) ao lado da impressão dos dados em papel.
O sinal estava dentro da banda de rádio frequência banida internacionalmente na Terra.  Além disso, fontes naturais de radiação do espaço geralmente cobrem uma enorme gama de frequências.
Já que a estrela mais próxima naquela direção está a 220 milhões de anos luz, ou um gigantesco evento astronômico o criou, ou alienígenas inteligentes com um transmissor muito poderoso transmitiram o sinal, que até hoje ainda está inexplicado.


3. “Fósseis” marcianos são descobertos no meteorito ALH84001, encontrado na Antártica:
Cientistas da NASA anunciaram em 1996 que haviam encontrado aquilo que parecia ser um grupo de micróbios fossilizados em uma rocha vinda de Marte.  O meteorito provavelmente foi ejetado da superfície de Marte em uma colisão e vagou pelo sistema solar por 15 milhões de anos, antes de cair na Antártica, onde foi descoberto em 1984.
Uma análise detalhada revelou que a rocha continha moléculas orgânicas e pequenos fragmentos do mineral magnetite, que é algumas vezes encontrado em bactérias na Terra.  Sob um microscópio eletrônico, os pesquisadores da NASA também alegam ter encontrado sinais de nanobactéria naquela rocha.
Mas desde então muitas das evidências têm sido desafiadas.  Outros peritos sugerem que as partículas de magnetite não seriam tão similares àquelas encontradas em bactérias e que a rocha teria sido contaminada aqui na Terra.  Um estudo de 2003 também mostrou como os cristais que se parecem com nanobactérias poderiam crescer em um laboratório através de processos químicos.


4.  A “Equação de Drake” recalculada:
Em 1961, o radio astrônomo estadunidense Frank Drake desenvolveu uma equação para ajudar a estimar o número de planetas que poderia abrigar a vida inteligente na nossa galáxia.
A Equação de Drake multiplica sete fatores, dentre eles a taxa de formação de estrelas similares ao Sol, a fração de planetas similares à Terra e a fração desses na qual a vida desenvolve.
Muitos desse cálculos estão abertos para debate, mas o próprio Drake estima que o número final de civilizações capazes de se comunicar entre si na galáxia seja de aproximadamente 10.000.
Mas em 2001, uma estimativa mais rigorosa do número de planetas que possam abrigar a vida na galáxia chegou à cifra de centenas de milhares.  Pela primeira vez os pesquisadores estimaram a quantidade de planetas que poderiam estar situados na “zona habitável” de suas estrelas, onde a água no estado líquido e a fotossíntese é possível.
Os resultados sugerem que planetas como a Terra poderia estar a “somente” algumas centenas de anos luz daqui.


5. Coloração vermelha em Europa, uma das luas de Júpiter, pode ser devida aos pedaços congelados de bactéria:
Micróbios alienígenas poderiam estar por detrás da coloração avermelhadas de Europa, sugeriram pesquisadores da NASA em 2001.  Embora a superfície daquela lua seja  constituída pela maior parte de gelo, dados mostram que ela reflete radiação infravermelha de forma ímpar.  Isso sugere que algo (talvez sais de magnésio) estejam fazendo ligações.  Mas ninguém foi capaz de descobrir a combinação de compostos que possa fazer sentido desses dados.
Interessantemente, o espectro infravermelho de bactérias que vivem em condições extremas na Terra encaixa com os dados.  Além disso, algumas são vermelhas e marrons, talvez sendo o que explica a coloração avermelhada daquela lua.  Embora as bactérias possam achar difícil sobreviver na atmosfera de -170ºC encontrada em Europa, elas poderiam sobreviver na água aquecida em seu interior.  A atividade geológica poderia então ejetá-las periodicamente para serem instantaneamente congeladas na superfície.


6. Cientistas russos argumentam que uma espécie misteriosa de micróbios resistentes à radiação possam ter se desenvolvido em Marte:
Em 2002, astrobiólogos russos alegaram que um super resistente Deinococcus radiourans tenham se desenvolvido em Marte.  Esse micróbio pode sobreviver sob um nível de radiação milhares de vezes maior daquele que mataria um humano.
Os russos irradiaram a população de bactérias com uma radiação suficiente para matar 99,9% delas, permitindo que os sobreviventes reproduzissem novamente, antes de repetir o ciclo.  Após 44 vezes, foi necessário uma dose 50 vezes maior do que a original para eliminá-las.  Eles calcularam que necessitaria milhares desses ciclos para tornar um micróbio E. coli tão resistente quanto o Deinococcus.  E na Terra levaria entre um milhão a 100 milhões de anos para ocorrer cada dose de radiação.  Assim, não haveria tempo suficiente dentro dos 3,8 bilhões de anos da história do nosso planeta para essa resistência se desenvolver.
Por outro lado, a superfície de Marte, que é desprotegida, sem um densa atmosfera, é bombardeada com tanta radiação que os micróbios poderiam receber a mesma dose em somente algumas centenas de milhares de anos.  Os pesquisadores argumentam que os ancestrais do Deinococcus foram ejetados de Marte por um asteróide, e vieram à Terra pegando carona com meteoritos.  Outros peritos permanecem céticos.


7. Indicações químicas de vida foram encontradas em dados antigos de sondas enviadas ao planeta Vênus:
Vida nas nuvens de Vênus pode ser a melhor explicação para algumas anomalias curiosas na composição da atmosfera daquele planeta, alegaram astrobiólogos da Universidade do Texas em 2002.  Eles estudaram os dados enviados pelas sondas Pioneer e Magellan da NASA e das missões Venera da Rússia, da década de 1970.
A radiação solar e os relâmpagos poderia estar gerando massas de monóxido de carbono em Vênus, embora algo esteja removendo-o. Sulfeto de hidrogênio e dióxido de enxofre estão lá presentes também.  Estes compostos reagem juntos e geralmente coexistem, ao menos que algum processo constantemente esteja os consumindo.  Mais misterioso ainda é a presença de sulfeto de carbonila.  Isto é somente produzido por micróbios ou catalisadores na Terra, e não por qualquer outro processo inorgânico.
Os pesquisadores sugeriram que a solução deste enigma seria que micróbios vivem na atmosfera venusiana.  A superfície extremamente quente de Vênus pode ser proibitiva para a vida, mas as condições a 50 quilômetros de altitude na atmosfera são mais hospitaleiras e úmidas, com temperaturas de 70ºC e pressão atmosférica similar à da Terra.


8. Traços de enxofre em Europa, uma das luas de Júpiter, pode ser o resultado de colônias de bactérias no subsolo:
Em 2003, cientistas italianos surgiram com a hipótese de que traços de enxofre na lua Europa poderiam ser um sinal de vida alienígena.  Os compostos foram primeiramente detectados pela sonda Galileo, junto com evidências de um oceano abaixo da crosta gelada, que é aquecido vulcanicamente.
As assinaturas de enxofre parecem similares aos produtos produzidos pelos desperdícios das bactérias, que ficam presos no gelo das superfícies de lagos na Antártica aqui na Terra.  As bactérias sobrevivem na água abaixo, e bactérias similares podem também estar vivendo abaixo da superfície de Europa, sugere a pesquisa.  Outros peritos rejeitaram a idéia, sugerindo que o enxofre é originário da lua vizinha, Io, onde ele é encontrado com abundância.


9. Metano na atmosfera de Marte indica a possibilidade de metabolismos microbianos:
Em 2004, três grupos, usando telescópios na Terra e na sonda espacial Mars Express, da Agência Espacial Européia – ESA, independentemente encontraram evidências de metano da atmosfera de Marte.  Quase todo o metano em nossa própria atmosfera é produzido por bactérias, ou outras formas de vida.
O metano poderia estar sendo gerado por vulcanismo, pelo derretimento de depósitos congelados no subsolo, ou colocado em Marte pelo impacto de cometas.  Porém, a fonte deve ser recente, pois o gás é rapidamente destruído em Marte, ou escapa para o espaço.
Em janeiro de 2005, em meio a controversas, os cientistas da ESA anunciaram ter também encontrado evidências de formaldeído, o qual é produzido pela oxidação de metano.  Se isso for provado, o fato irá reforçar a tese da produção de metano por micróbios, pois a enorme quantidade de 2,5 milhões de toneladas de metano por ano deveria existir para criar a quantidade de formaldeído que se postula existir.


10. Um misterioso sinal de rádio é recebido pelo SETI em três ocasiões, da mesma região do espaço:
Em fevereiro de 2003, astrônomos do projeto SETI (Procura por Inteligência Extraterrestre), usaram um enorme rádio telescópio em Porto Rico para reexaminar 200 seções do céu que anteriormente haviam produzido sinais de rádio inexplicáveis.  Estes sinais tinham todos desaparecido, exceto por um, o qual ficou mais forte.
Esse sinal, amplamente considerado como o melhor candidato até então para o contato alienígena, veio de uma área entre as constelações de Peixes e Áries, onde não há sinais óbvios de estrelas e tampouco planetas.  Curiosamente, o sinal está dentro de uma das frequências de hidrogênio, o elemento mais comum, que absorve e emite energia.  Alguns astrônomos acreditam que esta seja a frequência na qual alienígenas usam para suas transmissões.
Todavia, também há a chance de que o sinal seja proveniente de uma fonte natural ainda não descoberta.  Por exemplo, um sinal de pulso rádio inexplicável que se pensava ser artificial em 1967, era na verdade gerado por um pulsar.

"Para aqueles que conseguem entender o quão vasto é o nosso universo e a quantidade de estrelas existentes nas visíveis bilhões de galáxias nele contidas, com cada um desses ‘sóis’ agregando planetas em suas órbitas, não há como negar, com ou sem evidências, de que não estamos sós no universo.
A única impossibilidade aqui é a de estarmos sós nesta vastidão." (n3m3 - Ovni Hoje)

Fonte: Ovni Hoje

17 de abril de 2013

Novo foguete da NASA poderá levar astronautas à Marte em apenas 30 dias



A NASA e muitas outras empresas do setor privado, querem colocar o homem em Marte. Agora uma equipe da Universidade de Washington, com financiamento da agência espacial, está para começar a construir um motor de fusão, o qual poderá levar os humanos até o planeta vermelho em somente 30 dias de viagem, e tornar outras formas de viagem espacial obsoletas.

“Pelo uso de foguetes convencionais é praticamente impossível para os humanos explorarem muito além da Terra“, disse o chefe de pesquisas, John Slough, um professor pesquisador de aeronáutica e astronáutica daquela universidade.

O Foguete Impulsionado por Fusão (Fusion Driven Rocket - FDR) é um sistema de 150 toneladas que usa magnetismo para comprimir bandas metálicas de lítio ou alumínio ao redor de pelotas combustíveis de deutério-trício, a fim de iniciar a fusão.  A reação resultante força a massa propulsora para fora a 30 mil quilômetros por segundo, e seria capaz de pulsar a aproximadamente cada minuto, evitando o dano da força-g aos ocupantes da espaçonave.

As pelotas de combustível ejetadas pelo foguete fornecem a propulsão. E devido ao fato de que todo o processo é magneticamente controlado, há muito pouco desgaste do foguete. Uma pelota do tamanho de um grão de areia forneceria a mesma propulsão de 3,7 litros de combustível convencional de foguete.

Tudo isso requer energia elétrica para controlar e conter a reação, mas o Dr. Anthony Pancotti, um engenheiro em propulsão avançada, disse que a espaçonave poderia gerar a eletricidade a partir de painéis solares.

“Ela é muito escalável; podemos obter a fusão em uma escala muito menor“, disse ele. “Poderíamos utilizar painéis de 200KW, o que é aproximadamente a mesma energia gerada pelos paineis solares da Estação Espacial Internacional“.

Utilizando-se o sistema FDR, o tempo de vôo para Marte poderia ser de 30 a 90 dias, comparado com os oito meses que levaram para enviar o jipe-sonda Curiosity para aquele planeta.  A viagem de 30 dias necessitaria três dias de operação dos foguetes para que a nave alcançasse a velocidade necessária, e outros três dias para reduzir sua velocidade, a fim de colocá-la na órbita de Marte.

Protótipo do foguete FDR, em Washington DC
Tal foguete também seria consideravelmente mais barato para lançar do que os tradicionais sistemas de foguete químico, já que há muito menos combustível para carregar e conduzir a nave para fora da gravidade antes mesmo de começar a viagem. O projeto proposto para uma espaçonave de 150 toneladas permitiria que aproximadamente um terço de sua massa seja usada para carga, humana ou material, e o tempo reduzido de vôo encurtaria a exposição dos astronautas aos efeitos da radiação solar.

Muitas missões espaciais usam a fricção da atmosfera para a desaceleração, pois é uma forma de economizar propulsor.  Este foguete porém é tão eficiente que o uso da fricção atmosférica para a desaceleração não faz sentido, já que o peso do escudo necessário para a manobra é maior do que o do propulsor FDR necessário para reduzir a velocidade.

A equipe testou todas as partes do FDR em laboratório e agora irá iniciar a construção de um foguete totalmente funcional, graças ao financiamento do Programa de Conceitos Avançados Inovadores da NASA, o qual almeja financiar tecnologia espacial a longo prazo.

O FDR é somente um de 10 projetos que entrarão para a fase dois do programa de financiamento.  Esse prêmio de US$ 600.000 irá permitir a fabricação de um sistema FDR para a prova de conceito nos próximos 18 meses, e uma aeronave funcional estará pronta em 2020, de acordo com Pancotti.  Contudo, se a NASA injetar mais dinheiro no projeto, o cronograma poderá ser ainda mais curto.

Fonte: Ovni Hoje

16 de abril de 2013

Cérberus - O "Demônio Do Poço"



Na mitologia grega, Cérbero ou Cerberus (em grego – Kerberos = “demónio do poço”) era um monstruoso cão de múltiplas cabeças e cobras ao redor do pescoço que guardava a entrada do Hades, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem.

A descrição da morfologia de Cérberus nem sempre é a mesma, havendo variações. Mas uma coisa que em todas as fontes está presente é que era um cão que guardava as portas do Tártaro, não impedindo a entrada e sim a saída. Quando alguém chegava, Cérberus fazia festa, era uma criatura adorável. Mas quando a pessoa queria ir embora, ele a impedia; tornando-se um cão feroz e temido por todos. Os únicos que conseguiram passar por Cérberus, saindo vivos do submundo, foram Héracles, Orfeu, Enéias e Psiquê.

Cérberus era um cão com várias cabeças, não se têm um número certo, mas na maioria das vezes é descrito como tricéfalo (três cabeças). Sua cauda também não é sempre descrita da mesma forma, às vezes como de dragão, como de cobra ou mesmo de cão. Às vezes, junto com sua cabeça são encontradas serpentes cuspidoras de fogo saindo de seu pescoço, e até mesmo de seu tronco.

Quanto à vida depois da morte, os gregos acreditavam que a morada dos mortos era o Hades, que levava o nome do deus que o regia, ao lado de Perséfone. Hades era irmão de Zeus. Localizava-se nos subterrâneos, rodeado de rios, que só poderiam ser atravessados pelos mortos. Os mortos conservavam a forma humana, mas não tinham corpo, não se podia tocá-los. Os mortos vagavam pelo Hades, mas também apareciam no local do sepultamento. Havia rituais cuidadosos nos enterros, e os mortos eram cultuados, principalmente pelas famílias em suas casas. Quando os homens morriam eram transportados, na barca de Caronte para a outra margem do rio Aqueronte, onde se situava a entrada do reino de Hades. O acesso se dava por uma porta de diamantes junto a qual Cérberus montava guarda.

                         

Para acalmar a fúria de Cérberus, os mortos que residiam no submundo jogavam-lhe um bolo de farinha e mel que os seus entes queridos haviam deixado no túmulo.

Seu nome, Cérbero, vem da palavra Kroboros, que significa comedor de carne. Cérbero comia as pessoas. Um exemplo disso na mitologia é Pirítoo, que por tentar seduzir Perséfone, a esposa de Hades e filha de Deméter, deusa da fertilidade da Terra, foi entregue ao cão. Como castigo Cérbero comia o corpo dos condenados.

Cérberus era filho de Tífon e Equídina, irmão de Ortros e da Hidra de Lerna. Da sua união com Quimera, nasceram o Leão de Neméia e a Esfinge.

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